Haverá sempre alguém tentando nos impedir, censurando-nos,
discordando agressivamente de nossa jornada, porque ainda é difícil a
muitos cuidar da própria vida e deixar a felicidade do outro em paz.
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Ninguém, a não ser que se torne um eremita, vive sozinho. Fazemos parte
da sociedade e estamos ligados às pessoas que convivem conosco. Isso
quer dizer que as consequências de nossas ações não se restringem apenas
a nós mesmos, pois atingem também as pessoas que, de uma ou de outra
forma, fazem parte de nosso caminhar.
Não poderemos, portanto, agir visando tão somente aos nossos propósitos
pessoais, não nos importando com ninguém mais, como se o nosso bem estar
fosse a única meta a ser atingida. Caso machuquemos quem está ao nosso
lado, a fim de obtermos aquilo que queremos, estaremos agindo de forma
inconsequente e egoísta, o que deve ser evitado.

No entanto, é necessário que achemos um jeito de realizar os nossos
sonhos e de vivermos conforme aquilo em que acreditamos, de maneira
ética e digna, sem nos desviarmos disso tudo, ou jamais seremos felizes.
Ainda mais se sufocarmos os nossos anseios, por medo da reprovação de
quem discorda do nosso modo de pensar e de agir.
Ouvirmos e ponderarmos frente aos conselhos de quem nos ama de verdade
será sempre necessário, pois então estaremos lidando com palavras vindas
de gente que se importa e quer o nosso bem. Entretanto, dar ouvidos a
quem não divide nada conosco, a não ser momentos superficiais e
irrelevantes, acabará nos afastando do que nos move os sentidos, do que é
essencial aqui dentro de nós.
Caso estejamos agindo de acordo com as verdades que norteiam os nossos
sonhos de vida, para buscar o que queremos, junto a quem amamos, sem
machucar ninguém pelo caminho, é preciso continuar. Haverá sempre alguém
tentando nos impedir, censurando-nos, discordando agressivamente de
nossa jornada, porque ainda é difícil a muitos cuidar da própria vida e
deixar a felicidade do outro em paz.
Será muito difícil errarmos a pontaria de nossos ideais, caso estejamos
caminhando ao ritmo harmonioso dos sonhos que não conseguimos deixar lá
no travesseiro. Jamais poderemos sufocar a nossa essência, por medo do
que vão pensar, do que vão dizer. Quem vive a julgar o outro sempre vai
pensar e dizer o pior, pois não sabe agir de outra forma, não importa o
que o outro faça ou diga – é só isso que ele sabe fazer.

Não poderemos agir sem pensar em ninguém mais, obviamente, como se só
nossa vida fosse importante, mas isso não quer dizer, de forma alguma,
que deveremos temer quem possa vir a nos difamar por discordâncias
baseadas em juízos de valor. O preço a se pagar pelo sufocamento dos
sonhos é nada mais, nada menos, do que o arrependimento e a
infelicidade. Não seja infeliz, seja quem você é de verdade.